terça-feira, 5 de junho de 2007

trabalhos do olhar (12) – al berto

não

não tenho medo de morrer aqui

nem receio os cães velocíssimos de guarda

às azenhas não reveladas de teu corpo

medo da memória

sim… receio que as cabeças tristes dos galgos

aqueçam na fulguração breve dos relâmpagos

e corram repentinamente para fora do papel fotográfico

destruindo estes preciosos trabalhos do olhar

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