segunda-feira, 4 de junho de 2007

O Medo – David Fernandes

(…) rastejou. As feições dos que jaziam ao seu lado eram silenciosas. O sangue dos covardes era igual ao dos que investiam, mas a coragem tinha o hábil efeito de saber hesitar e, para onde quer que fosse, para onde quer que olhasse no campo de batalha, a escuridão desfigurada chamava-o. Lambia-lhe as mãos trémulas e húmidas, enroscava-se como uma serpente às pernas que iam perdendo o chão. Instintivamente, apenas o coração acelerado reagia tentando atravessar aquela teia que fantasmas apodrecidos arrastavam pela caruma ensanguentada.



As nossas desculpas mas este texto não foi possível adicionar ontem...

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