Te amo tanto que chega a doer,
doer o meu peito,
o peito que fazes sofrer.
Te amo tanto que chego a chorar,
por não te ter aqui
para me abraçar.
Te amo tanto que só sei sofrer,
porque eu te vejo
de uma maneira
que tu não me vez.
Mas posso dizer que te amo tanto,
que nunca vou te esquecer,
porque esquecer seria
esquecer o amor de viver.
Não tenho coragem de arriscar,
de pessoalmente botar tudo a perder.
é que não consigo viver sem te ter.
Terça-feira, 8 de Abril de 2008
Terça-feira, 4 de Março de 2008
As Sem-Razões do Amor
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dinis
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11:14
As Sem-Razões do Amor
Carlos Drummond de Andrade
Eu te amo porque te amo
Não precisas de ser amante.
e nem sempre sabes sê-lo
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
Amor é dado de graça,
É semeado no vento,
Na cachoeira e no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca
Não se conjuga não se ama
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte
E da morte vencedor,
Pois mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.
Carlos Drummond de Andrade
Eu te amo porque te amo
Não precisas de ser amante.
e nem sempre sabes sê-lo
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
Amor é dado de graça,
É semeado no vento,
Na cachoeira e no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca
Não se conjuga não se ama
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte
E da morte vencedor,
Pois mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.
Domingo, 9 de Dezembro de 2007
OS DOIS MUNDOS
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dinis
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18:02
Os Dois Mundos
Vivemos em dois mundos
Com um portal a separa-los
Não se entra nos dois como um
O sentido é pouco ou nenhum
Será possível ama-los?
Ambos têm fundos
E ambos são moribundos
Pessoas iguais
Mas são todas diferentes
São duas selvas separadas
Varias almas penadas
São as nossas mentes
As palavras são banais
Mas são dois mundos reais
Mas nada se pode fazer
São dois mundos juntos
São duas espécies fracas
Com as costas cheias de facas
Com golpes profundos
Sem força para viver
E sem algo para renascer
Vivemos em dois mundos
Com um portal a separa-los
Não se entra nos dois como um
O sentido é pouco ou nenhum
Será possível ama-los?
Ambos têm fundos
E ambos são moribundos
Pessoas iguais
Mas são todas diferentes
São duas selvas separadas
Varias almas penadas
São as nossas mentes
As palavras são banais
Mas são dois mundos reais
Mas nada se pode fazer
São dois mundos juntos
São duas espécies fracas
Com as costas cheias de facas
Com golpes profundos
Sem força para viver
E sem algo para renascer
Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007
Álibi
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dinis
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19:07
Álibi
Havia mais que um desejo
A força do beijo
Por mais que vadia
Não sacia mais
Meus olhos lacrimejam
teu corpoExposto
à mentira do calor da ira
No afã de um desejo
que não contraíra
No amor,
a tortura está por um triz
Mas gente atura e até se mostra feliz
Quando se tem o álibi
De ter nascido ávido
E convivido inválido
Mesmo sem ter havido, havido
Havia mais que um desejo
Havia mais que um desejo
A força do beijo
Por mais que vadia
Não sacia mais
Meus olhos lacrimejam
teu corpoExposto
à mentira do calor da ira
No afã de um desejo
que não contraíra
No amor,
a tortura está por um triz
Mas gente atura e até se mostra feliz
Quando se tem o álibi
De ter nascido ávido
E convivido inválido
Mesmo sem ter havido, havido
Havia mais que um desejo
Domingo, 25 de Novembro de 2007
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dinis
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14:39

Coimbra é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Coimbra, principal cidade da região Centro de Portugal e situada na subregião do Baixo Mondego, com aproximadamente 168.000 habitantes (2006). Contando com os cerca de 20.000 estudantes de fora, e as 40.000 pessoas de municipios vizinhos que mantêm o seu posto de trabalho em Coimbra, a cidade tem uma população presente de 230.000 habitantes o que a torna a terceira maior cidade do país. E é uma das cidades mais antigas de Portugal, tendo como principal ex-líbris a sua Universidade, uma das mais antigas da Europa
Terça-feira, 20 de Novembro de 2007
Real ou Não?
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dinis
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17:25
Real ou Não?
Sonho dentro do sonho.
Com guarda chuvas
A roer sapatos,
Cães que miam bem alto
Ao primeiro sinal de luar,
Luzes que papagueiam no escuro
Historias de terras distantes,
Carrosséis apenas de cordel
Que parecem não parar de rodar.
Oh! Um inconsciente
Dentro de outro inconsciente
Falando e mostrando
Coisas tão conscientes,
Como arvores azuis
Que dizem que saltam
E sonhos sonhados
Por uma rocha de vidro.
Tudo isto não passa
De uma historia real do irreal,
Um sonho consciente
De um dia de noite,
Uma engrenagem sem cor
Que alguém conseguiu pintar !
Oh! Tão bom que é
Deitar-me sobre o real
E divagar acerca do real que há dentro do irreal
Ricardo santos
Coimbra 2006
Sonho dentro do sonho.
Com guarda chuvas
A roer sapatos,
Cães que miam bem alto
Ao primeiro sinal de luar,
Luzes que papagueiam no escuro
Historias de terras distantes,
Carrosséis apenas de cordel
Que parecem não parar de rodar.
Oh! Um inconsciente
Dentro de outro inconsciente
Falando e mostrando
Coisas tão conscientes,
Como arvores azuis
Que dizem que saltam
E sonhos sonhados
Por uma rocha de vidro.
Tudo isto não passa
De uma historia real do irreal,
Um sonho consciente
De um dia de noite,
Uma engrenagem sem cor
Que alguém conseguiu pintar !
Oh! Tão bom que é
Deitar-me sobre o real
E divagar acerca do real que há dentro do irreal
Ricardo santos
Coimbra 2006
Domingo, 28 de Outubro de 2007
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